domingo, 31 de outubro de 2010

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros e a Subjetividade Humana

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (CEJB) deixa expressamente claro que os deveres daqueles que exercem essa profissão estão atrelados à sociedade. Partindo desta afirmação, é possível dizer também que, o compromisso do jornalista é de natureza social.

Uma vez escolhida uma profissão na qual lidar com diferentes pessoas diariamente e tirar dessa relação conteúdos, provas e histórias que possam ser contadas para o mundo, é preciso ter em mente que esta não é uma tarefa fácil, pois as diferentes situações, opiniões e visões de mundo são os principais ingredientes para mal-entendidos e, muitas vezes, distorções dos fatos. Por isso, está expresso no CEJB que o jornalista tem um compromisso com a veracidade e com a divulgação dos fatos na forma mais igual com a qual eles aconteceram.

Porém, será possível escrever uma história contando algo a partir da visão de outra pessoa sobre tal fato? Será possível ouvir várias pessoas e não deixar com que as percepções de mundo delas sobre o ocorrido se misturem com as suas? Será que é possível escrever sobre algo e não deixar com que a sua própria percepção de mundo interfira no que está sendo relatado? A psicologia acredita que a subjetividade humana está sempre presente, até na retratação que um jornalista faz de um crime.

A subjetividade humana é algo que não se explica. É o que nos torna únicos, é o que nos faz enxergar como enxergamos o mundo e as coisas que nele acontecem. Acredito que a subjetividade humana é o maior inimigo de um jornalista, pois é com ela que se briga na hora de relatar um fato exatamente como ele aconteceu. É ela que impede um jornalista de ser cem por cento objetivo e, é também a subjetividade humana a responsável em como um assunto é tratado diferentemente entre os muitos veículos de comunicação que temos no mundo.

No CEJB, artigo 13 do capítulo IV – Das relações profissionais, está escrito que “A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções” e, logo em seguida, em parágrafo único, está escrito que “Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas”.

Então, conclui-se que, quando responsabilizando unicamente a si mesmo e sua consciência, o jornalista pode esquecer de todas as cláusulas contidas do CEJB e se valer apenas de sua percepção de mundo para relatar um fato, porém, isso não o impede de ouvir, respeitar e divulgar as opiniões diferentes das suas.

Acredito ser importante ressaltar que um jornalista deve, se possível, deixar a sua subjetividade o mais longe possível assim que começa se pautar para novos assuntos.

Para um jornalista, é preciso consciência, respeito, integridade, neutralidade e, principalmente, compromisso com a verdade, em sua mais pura forma, na hora de relatar um fato, contar uma história e ouvir pessoas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Todos ficaram LOST com o fim da série

ATENÇÃO: O texto contém spoiler.

Por que os números da escotilha deixavam as pessoas loucas, como no caso do homem que só os repetia no hospício em que Hurley estava internado? Da onde, afinal e verdadeiramente, vieram 'os outros'? Como a mãe falsa de Jacob e do Homem de Preto sabia o que aconteceria se a luz da ilha se apagasse? Como e por que o Jacob pôde viver muitos, muitos anos sem envelhecer e sabendo de tudo o que ocorria na ilha? O que aconteceu com o Walt? O que aconteceu com Kate, Claire, Sawyer, Richard Lapidus e Miles depois que deixaram a ilha? E com os que ficaram nela, como Hurley, Ben e Desmond? Como foi possível a 'vida perfeita' dos personagens se o avião não tivesse caído? Como Ilana conhecia Jacob? Por que ela estava no hospital quando apareceu da primeira vez? Como Jacob saia da ilha e voltava quando quisesse? Por que a Alex e a Rosseau não se lembraram de nada ao se encontrarem com Dr. Linus/Ben? Por que Juliet disse ao Sawyer (por intermédio de Miles) que tinha funcionado? O que tinha funcionado se eles estavam mortos na 'vida perfeita'?

Essas são algumas das muitas perguntas que não foram respondidas até o último episódio de Lost.

Foram seis anos de série, muitos personagens entraram e ficaram. Muitos deixaram saudade na memória dos fãs absolutos que não perdiam nenhum detalhe de cada episódio exibido. Muitos nos fizeram sentir como se fossem velhos conhecidos. Outros, chegaram já sendo odiados e terminaram com um espaço carinhoso conquistado no coração de cada espectador. Mas a verdade é que a série não terminou como a maioria dos fãs gostaria.

Então, eles morreram. Tudo bem, o Jack é o grande protagonista de tudo, mas como puderam nos deixar sem saber como, quando, onde e por que Kate, Sawyer, Hurley, Miles, Claire, Walt, Ben, Desmond, Richard e todos os outros morreram? Afinal, eu aposto que todo mundo gostaria muito de ter visto o fim de Ben.

A verdade é que desde o primeiro episódio da série, perguntas surgiram e, muitas delas, foram respondidas e muito bem respondidas por sinal. Como a justificativa para os ruídos ouvidos por Boone antes de morrer no acidente que houve com o avião encontrado na selva. Mas, muitas outras perguntas continuaram sendo perguntas até a última vez em que a tela ficou preta e as letras de LOST apareceram.

Pode-se dizer que a série começou, foi feita e terminou em cima de perguntas que, na minha opinião, não haveriam respostas convincentes. Do começo ao fim, Lost é um balde de emoção, afeição e questionamento.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O início, o meio, o fim e o recomeço...

Só de ouvir o som da palavra início o coração já começa a bater mais acelerado, as pernas tremem e os braços parecem não responder aos estímulos que enviamos ao cérebro; a sensação é de um perfeito idiota tentando controlar um simples movimento, mesmo que seja um sorriso tímido. Diante da situação, o único jeito de saber se será bom ou ruim é seguindo em frente.

Passa um tempo e tudo parece se encaixar, o corpo volta a responder àqueles estímulos e surge a confiança para aproveitar o que a situação tem a oferecer, em seus altos e baixos. Quando isto ocorre quer dizer que se chegou ao meio, aquele ponto no qual nem tudo se realizou ou se mostrou em sua totalidade ou com toda a intensidade. É a fase da descoberta, dos pés firmes no chão.

Este momento, situado aproximadamente à mesma distância do começo e do final, é que esconde a questão mais perigosa: decidir adotar permanentemente o estável ou voltar à etapa do primeiro parágrafo. Caso a segunda opção seja a desejada, inicia-se então a caminhada ao ponto extremo.

O fim gera desconforto e é resultado do esgotamento e do encerramento daquilo que não serve mais para alguém. Mesmo que não haja mais motivos para prosseguir, mesmo que o ideal pareça ser o meio, o fim é inevitável e insensível. É a resposta real ao que parece ser incorreto e injusto, o melhor para um e o pior ao outro.

Doloroso e difícil de aceitar, o fim é caminho mais triste ao renascimento. O único que consegue ensinar o quão importante é a emoção do recomeço.

*Texto de Gabriela Angeli, postado no blog http://www.agoraeujafalei.blogspot.com* 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Decoração reciclável ou eco-decoração

O planeta Terra vive em meio a duas crises: a ecológica, com o aquecimento global cada vez mais perto de todos; e a crise econômica, que faz parte da vida de muitas pessoas no mundo todo. Então, por que não fazer uso de algo que possa driblar essas duas crises?
 

A decoração reciclável ou, eco-decoração está cada vez mais presente na vida das pessoas hoje em dia. Já sabemos dos casos da utilização de garrafas pet para se construir uma casa flutuante, ou até mesmo, para usar como vasos de plantas. Porém, os materiais recicláveis utilizados como decoração, vai muito além das conhecidas e, principais inimigas do meio-ambiente, garrafas pet.

É claro que elas também estão presentes nesse meio, servem como porta-treco, porta-revista, ampulheta, etc. Mas, quem diria que pequenos potes de danone podem se transformar em lindas luminárias? Ou que botões que, muitas vezes, se soltam de roupas, podem ser transformados em flores? E ainda, que o papelão pode ser utilizado como berço para bebês? Pois bem, esses são alguns dos muitos e mais variados objetos de decoração feitos com material reciclável. E como é que tudo isso acontece? É muito simples. Um pouco de criatividade aqui e mais um pouco de tempo e dedicação ali, já são mais do que suficientes. As maiorias desses objetos são feitos com coisas que todos tem casa, como cola, fita isolante e linha. O segredo mesmo está na dedicação que cada pessoa dá ao que está criando.

A decoração reciclável além de linda e criativa é muito importante para o meio-ambiente. Como já citado anteriormente, as garrafas pet, conhecidas mundialmente por seu longo período de decomposição e pelos sérios danos que causam ao meio-ambiente inteiro, são a melhor e mais conhecida opção de material para a decoração reciclável. Além de decorar os seus lugares preferidos, as pessoas ainda podem fazer um pouco da sua parte para ajudar o meio-ambiente a melhorar.

Com criatividade, vontade e dedicação, todos conseguem fazer a sua parte, basta querer.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Letra, som e fotografia

Emily Bronte, escritora britânica, não teve tempo de aproveitar todos os bons frutos que o seu único romance rendeu. "O morro dos ventos uivantes" é livro, música e filme.

Lançado no ano de 1847, com o título em inglês original de "Wuthering heights", o livro conta a história de um triângulo amoroso aonde nada são flores para nenhuma das partes. O triângulo é composto por Catherine Eranshaw, filha de um homem rico já falecido; Edgar Linton, menino de boa aparência, muito bem educado e também rico; e Heathcliff, garoto encontrado pelo pai de Catherine, sem passado conhecido. Heathcliff é o personagem central da estória, está presente em quase todos os acontecimentos do livro e, quase sempre, tem envolvimento com eles. Se torna um homem frio devido a tudo o que passa. Muita gente o descreve como uma pessoa que não é humana. Catherine Eranshaw cresce junto com Heathcliff e é parecida com ele em algumas passagens do livro. Porém, ao se casar com o rico e elegante vizinho Edgar Linton, se torna uma mulher vazia e, pode-se dizer, louca, porém, sempre apaixonada por Heathcliff. Edgar Linton faz o tipo "marido apaixonado" e suporta todas as loucuras da mulher, sempre procurando deixá-la feliz e satisfeita. Ele cria a filha de uma maneira exemplar e, seguindo a minha opinião, é o personagem que mais sofre. O livro de 292 páginas consegue mexer com os pensamentos e sentimentos de seus leitores. É considerado a obra-prima da autora e um clássico da literatura inglesa. Contribuiu na inspiração de Stephanie Meyer para escrever a saga de Crepúsculo e também, um de seus persongens - Heathcliff - teve o seu nome dado ao ator de "O segredo de Brokeback mountain", Heahtcliff Andrew Legder -Heath Legder, morto em 2008.

A música "Wuthering heights", composta por Kate Bush em 1985, conta, resumidamente, toda a estória do livro. Em um refrão aonde os nomes de Heathcliff e Catherine são usados repetidamente, a cantora conseguiu encantar muitos fãs, inclusive os da banda de metal Angra, que regravou a música de Kate Bush.

"O morro dos ventos uivantes" ganhou, ainda, três adaptações para o cinema. A primeira, feita no ano de 1939, foi indicada a oito oscars no ano em que estreou, mas levou somente o oscar de melhor fotografia em branco e preto. A segunda adaptação foi lançada no ano de 1992. E a última, lançada no ano passado, é uma versão que tenta adaptar a história criada no final do século 19, para o século 21.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Criar ou não criar eventos “ecologicamente corretos” para se destacar no mercado?

Assunto muito discutido nos dias de hoje, a preocupação com o meio-ambiente já chegou nos eventos produzidos por diversas empresas. Mas, a dúvida em produzir um evento com essa preocupação em mente ainda é grande, pois tal ideia já caiu no gosto de quem os produz. A seguir, um texto que escrevi sobre isso para um guia ambiental.

Século XXI. Época da modernização de todas as coisas, tempo da digitalização, era dos robôs. A globalização é geral e total no mundo inteiro, até nos países menos favorecidos. Todo e qualquer ser humano quer viver em meio à comodidade, e, é nesse ponto que entra a questão do meio-ambiente e até quando ele suportará tanto desgaste.

Produzir sacolas retornáveis, sandálias de pneu reciclado ou agendas de papel reciclado são algumas medidas que, para as pessoas que aderem a essa “moda”, já estão fazendo a sua parte. Mas esquecem de em uma festa de aniversário, utilizar o mesmo copo plástico do começo ao fim da mesma.

Eventos que são adequados ao conceito de “ecologicamente corretos” são promovidos, com cada vez mais frequência, por todos os tipos de empresas, das menores até as mais graúdas. Porém, tais eventos são vistos, muitas vezes, como iguais, uma vez que tem o mesmo foco.

É preciso buscar inovação sempre, a cada novo evento produzido, realizado. Ingredientes que deixem o evento diferente dos demais, como, por exemplo, servir comidas que sejam “ecologicamente corretas”, e não apenas utilizar materiais que deixem o ambiente do evento com jeito de “ecologicamente correto”.

Os dirigentes dos maiores países do mundo se reuniram em busca de respostas para poder amenizar – ou talvez abolir – os danos causados pela globalização ao meio-ambiente, e nem mesmo eles foram capazes de conseguir chegar a um acordo. Então, embora tais eventos sejam promovidos com maior frequência cada vez mais, ainda assim, são um destaque no mercado de hoje em dia.

As empresas que buscam fazer com que seus clientes sintam que estão ajudando o meio-ambiente a melhorar são empresas que, com um simples toque de conscientização – seja por emitir boletos bancários em papel reciclado ou ter uma lixeira para cada tipo de lixo, conseguem alcançar o seu objetivo.

Não é apenas promover eventos “ecologicamente corretos”, é isso e mais. É fazer um trabalho diário e contínuo, sempre em cima e sobre o mesmo assunto. É ter a consciência de que é preciso viver em prol da melhoria do que está estragado, e mais, é viver passando para o maior número de pessoas possíveis a ideia de que o momento de começar a fazer alguma coisa, de cada um fazer a sua parte, é agora.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pôr no orkut

É engraçado a importância que todo mundo hoje em dia dá às coisas mais banais. Quer dizer, eu não conheço ninguém que vá à uma festa, um barzinho, um restaurante, um parque, ou até mesmo, à um shopping e, não tire uma foto sequer para "pôr no orkut".

Eu consigo acompanhar a vida de muita gente através da minha página no orkut. Posso ver quem casou, quem começou a namorar, quem engravidou, quem terminou um namoro, quem passou no vestibular de uma faculdade renomada, quem tirou carta, quem fez uma tatuagem nova, quem cortou o cabelo, quem alisou o cabelo, quem pintou o cabelo... Posso até saber quando alguém vai viajar, já viajou e como foi a viagem. Consigo tudo isso apenas com uns três ou quatro cliks no mouse do meu computador.

A privacidade de cada indíviduo já não existe mais. Afinal, a cada dia nos deparamos com "novos orkuts", como twitter, myspace, facebook, badoo, etc. São tantos que eu já nem sei mais o que é novo e o que não é. Tem até gente que usa o blog como uma espécie de diário. Confesso que sou adpeta apenas ao orkut pois, para mim, é o suficiente para conseguir saber muita coisa sobre a vida de muita gente.

Como li hoje no blog de um grande amigo, Thiago Gomes Rodrigues (http://www.falonadasoobservo.blogspot.com): "Isso ocorre desde o início dos anos 2000, quando a febre de exposição da vida alheia tomou conta do mundo. Bisbilhotar o que o outro faz, comentar da vida alheia, acompanhar os passos de outro ser humano e viver em torno disso virou um hobby para os brasileiros. Desculpe, errei. Não se tornou um hobby, e sim um hábito." Nesse texto, ele falava sobre a febre que é o Big Brother. Eu sinceramente acredito que esse "hábito" que o povo brasileiro tem de bisbilhotar a vida alheia, nasceu junto com esse programa da Rede Globo.

Em um país aonde políticos roubam descaradamente, cidadãos traficam desde armas até pessoas na frente de todo mundo e ninguém nunca faz nada para acabar com toda essa podridão que existe por aqui, não é de surpreender que a fofoca sobre quem casou e quem deixou de casar seja o assunto predileto da maioria das pessoas.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano novo

É tempo de reflexão.
É tempo de planejamento.

É hora de ficar com quem mais se gosta.

É tempo de paz.
É tempo de amor.

É a hora do perdão.

É tempo de emoção.
É tempo de descanso.

É hora de fazer o que se quer.

É tempo de festa.
É tempo de renovação.

É hora de pesar na balança o que mais importa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Cabana - Projeto Missy

Com mais de dois milhões de cópias vendidas, o livro A Cabana, de William P. Young, publicado originalmente em 2007 e, no Brasil, em 2008, conta a história de Missy, uma garotinha que é sequestrada e nunca mais encontrada por nenhuma autoridade local. Seu pai, Mackenzie Allen Phillips - Mack - passa três anos mergulhado em uma dor sem fim, ou na Grande Tristeza, como é colocado no livro.

Quando o questionamento de Mack em relação à existência de um Deus bondoso que permite que uma barbaridade como esta aconteça à uma garota de menos de 10 anos de idade chega ao seu limite, Mack recebe um bilhete. Um tanto quanto suspeito, esse bilhete muda a vida deste homem para sempre.

Cheio de dúvidas em relação ao autor do bilhete, Mack resolve ir até o lugar aonde a última prova do provável assassinato de Missy foi encontrada - uma Cabana abandonada. Nessa Cabana, Mack passa por uma experiência com Deus e duração de três dias que anda mudando a vida de todas as pessoas que leem sobre ela.

O meu propósito com esse post não é contar o que acontece durante a estadia de Mack na Cabana com Deus, mas contar como ler essa história pode mexer com as crenças e as opiniões de muita gente.

O Projeto Missy não é apenas um título que criei, é algo que pretende utilizar de tudo o que for preciso para propagar a mensagem desse livro que já atingiu milhares de pessoas: Deus não é o responsável por tudo de ruim que acontece em nossas vidas, mas com certeza, é o responsável por tudo de maravilhoso que acontece a partir das coisas ruins.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quando algo se concretiza

Era uma quinta-feira à noite e, por volta das 22hs, comecei a me perguntar desde quando aquela gente toda estava lá.

Eram várias pessoas. Todas juntas, supostamente alinhadas uma em frente à outra. As idades? Se misturavam. As vozes e as conversas? Também. Era possível encontrar crianças, meninos, meninas, jovens e, até mesmo, homens e mulheres. Comidas e bebidas - de todos os tipos e para todos os gostos - eram facilmente encontradas em meio àquela multidão.

Apenas uma coisa era visivilmente igual em todas as pessoas: a ansiedade. Quando o grande momento finalmente chegou, gritos, palmas e discussões compravaram o que todo mundo já sabia: era a grande hora.

O sentimento que até então acompanhou todos - a ansiedade - deu lugar a um novo sentimento: a emoção.

A cada momento que se passou, era como se um balde cheio de paixão, orgulho, desejo e alegria fosse derramado sobre todos. Duas horas se passaram entre toda essa mistura de sentimentos.

E, com certeza, só quem estava presente pode descrever como foi.

Somente quem gosta, quem se interessa cada vez mais, quem ama a cada dia mais e mais, sabe como é assisitir ao seu sonho estreiando em uma grande tela de cinema.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ensaio sobre a cegueira

No último sábado, antes de sair de casa para passar o fim de semana em outra cidade, esqueci a minha bolsa no meu quarto e, junto com ela, o que precisava para ir ao cinema assistir ao tão comentado "2012". Então, com essa opção descartada, o programa de sábado a noite foi alugar a um filme e assistir em casa mesmo.

Na locadora: a indecisão, que filme levar?
Depois de 'pular' de comédia para romance para comédia romântica para documentário, acabei com um filme que foi muito comentado logo que estreou: Ensaio sobre a cegueira - livro do português José Saramago que virou filme no segundo semestre de 2008.
A moça que trabalha na locadora me viu lendo a sinopse do filme e decidiu dar a sua opinião sobre ele, disse "Esse filme é bom, é pesado, muito forte, mas é bom". A minha reação foi dizer "É mesmo? Todo mundo fala sobre esse ele", mas nunca ninguém havia me falado o que realmente era mostrado nele. Logo, pensei 'O que de tão pesado e forte pode ter esse filme?'. Decidi alugar e tirar essa dúvida da cabeça.

O filme começou e eu reparei que conhecia parcialmente o lugar aonde a história se passava, mas nem me toquei que se tratava do meu próprio Estado.
Achei bacana ver o moço do "De repente 30" atuando em um filme sério e interessante, e, logo de cara, percebi que a garota dos óculos escuros era brasileira, afinal, reconhecemos nossa raça em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

Comecei a me emocionar profundamente quando o menino do filme, a única criança que aparece constantemente, diz algo tocante. E a mistura de setimentos como raiva, angústia, compaixão, tristeza e desespero só aumentou depois disso.

Ensaio sobre a cegueira se trata de um filme - bem, primeiro foi o livro, mas não tive a oportunidade de lê-lo e nem sei se vou fazer isso agora, depois de ver o filme e de ficar tão pensativa em relação a ele - dirigido pelo mesmo homem que dirigiu Cidade de Deus. Só por essa informação, podemos imaginar que não é um filme qualquer e, muito menos, um filme que não mexa com o psicológico das pessoas.

Quem leu o livro afirma que o filme foi fielmente retratado nas telas dos cinemas, até mesmo quem escreveu o livro afirma isso.

Eu, como telespectadora, afirmo que é um filme pesado, tocante, poderoso e intrigante e que, com certeza, faz com que quem o assista mude a sua visão do mundo.

'E se fosse eu?' é o meu único pensamento desde sábado a noite.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Novembrite

Esses dias, ouvi de uma professora, que no mês de novembro, todo mundo começa a sofrer de "novembrite". Uma doença que ataca professores, alunos, pais, namorados, amigos, irmãos... Enfim, uma doença que ataca todo mundo, pois é nessa época que começamos a fazer o balanço do ano que passou e a pensar no que faremos no ano que está para chegar.

Novembro é mês de fechamento de todas as pendências, para que possamos começar um ano novo sem nenhuma preocupação velha. É mês de comerçar a fazer as compras de natal, sejam elas para as pessoas queridas ou, simplesmente, para nós.

O meu balanço já foi feito. Conheci pessoas novas, adquiri novos conceitos e comecei a acreditar mais do que já acreditava que dinheiro não é tudo na vida de alguém.

E é bem no mês de novembro que completo um ano de blog. Um ano publicando textos que vieram à minha cabeça e me fizeram ficar inspirada o suficiente para arriscar uma coisinha aqui, outra ali. Um ano publicando alguns trabalho feitos para a faculdade de jornalismo que estou cursando. Um ano a mais de experiência.

E você? Já fez o balanço do seu ano?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...

Dias cinzentos nunca foram os meus preferidos. Dias cinzentos representam incerteza, se fará sol ou choverá. Dias cinzentos representam medo, da chuva forte ou do calor incessante que virá depois que o dia cinzento acabar. Dias cinzentos representam angústia, por causa da incerteza. Dias cinzentos representam tristeza, por ver o céu que é tão bonito quando azul, cinza... Uma cor que não é nem preto, nem branco e sim, um meio-termo, voltando a incerteza que nos leva a angústia.

Dias cinzentos são necessários, apesar de tudo. São necessários para que os dias claros possam voltar, necessários para que os dias claros possam se firmar mais uma vez em seu devido lugar. Dias cinzentos são necessários para que possamos lembrar que nem tudo na vida é sol, calor, gostoso de viver. Dias cinzentos são necessários para que possamos lembrar que "o sol vai voltar amanhã".

domingo, 13 de setembro de 2009

House of night 1

Após o sucesso que a saga Crepúsculo fez, uma nova série relacionada à questão “vampiros / humanos” está conquistando o Brasil. O primeiro livro da saga Marcada já é sucesso de vendas no país e febre no mundo.

A série de Marcada é composta por nove livros ao todo, porém, até agora, apenas cinco livros (Marked, Betrayed, Chosen, Untamed e Hunted) foram publicados em seu país de origem, os EUA. O sexto livro (Tempted) tem data de publicação prevista para o final do mês de Outubro nos EUA.

No Brasil, apenas os dois primeiros livros foram traduzidos para o português: Marcada e Traída, o último, recentemente chegado às prateleiras das livrarias do país.

Por se tratar de uma série que conta a história de vampiros e humanos, a questão de ser uma cópia da série Crepúsculo é muito discutida em blogs, sites e comunidades da internet.
Mas, segundo a aluna de Jornalismo, Lindsen Godoy, que está concluindo a leitura do primeiro livro da série, se trata de uma história completamente diferente da história da saga de Crepúsculo. Marcada conta como a vida de adolescentes que são “marcados” para se tornarem vampiros muda a partir do momento em que eles precisam se acostumar a essa nova situação. “Essa série é mais intensa em relação a como as pessoas que viram vampiros se comportam. Ela consegue fazer com que uma ficção gigante penetre na vida dos leitores”, afirma.

Para os interessados em conhecer essa nova série que promete virar febre no país, basta acessar o site
http://www.houseofnightseries.com/ e conferir o que ela tem a oferecer de diferente e novo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Isso vem de longe...

O Brasil sempre foi um palco de escândalos políticos. Olhando no passado, podemos concluir que já se foram uma época de ditadura militar, um Presidente suicida, um Presidente futurista, um homem com dinheiro na sua roupa íntima, etc. Enfim, olhando no passado do Brasil, podemos concluir que faz parte da história do país ter sempre algum escândalo político acontecendo.

Quando pensamos em como a política brasileira e os seus políticos se encontram hoje em dia, a vontade que temos, como povo, como cidadãos, é de jogar tudo para o alto, mudar de país, não acreditar mais no futuro promissor que o Brasil tem já faz alguns anos, e ser feliz sem pensar nas cifras inacabáveis que são desviadas todos os meses pelos governantes do país e que saem do nosso bolso.

Não sei dizer ao certo se são os políticos que andam mais corruptos ou se é a informação e os meios que existem para fazer com que ela se alastre por todo o território do país que anda melhor. Só posso afirmar que saber de tudo o que acontece no Palácio do Planalto e ficar quieto, sem fazer nada para mudar isso tudo, não está certo.

A crise no Senado brasileiro só serve para comprovar isso. Enquanto o povo se choca a cada dia mais com novas denúncias, com novos casos de uso de dinheiro público para a mordomia de uma minoria hipócrita e sem caráter, essa mesma minoria hipócrita e sem caráter continua no poder, “fazendo a festa”.

José Sarney acusa o jornal de perseguição. O jornal acusa José Sarney por estar sofrendo ditadura em pleno século XXI: fosse roubar dos pobres para dar aos ricos em tempos aonde a informação era regalia de poucos.

Não é mais possível fazer coisa errada quando mais de 180 milhões de pares de olhos estão atentos aos telejornais, jornais impressos, revistas, sites, blogs, etc.

Em casos como este, não existe sensacionalismo por parte da imprensa, o que existe é uma falsidade sem limite e sem fim por parte dos governantes do país para com os responsáveis por estarem onde estão.

domingo, 26 de julho de 2009

Não seria possível apenas... Saber?

"Não é como virar no lugar certo e conseguir a felicidade para sempre ou virar no lugar errado e sua vida se transformar num desastre. Na vida real, muitas vezes é quase impossível dizer qual a decisão que se deve tomar, porque o que ganha e o que se perde muitas vezes são equivalentes"
- Marian Keyes no livro Melancia.

Mas afinal, quem sabe realmente o que é felicidade total? Digo "total" porque ainda não descobri se é possível ser "parcialmente" feliz.

Eu posso ser feliz por ter uma vida inteira pela frente para poder descobrir o que realmente é felicidade. Ou posso ser feliz simplesmente por ainda ter uma vida inteira.
Eu posso ser feliz por estudar o que gosto e ter tempo para aprimorar ainda mais o que aprendo diariamente. Ou posso ser feliz simplesmente por ter a oportunidade de estudar, uma vez que vivo em um país cheio de desigualdades.

O que mais me intriga é saber se alguém pode ser feliz simplesmente pelas coisas que já tem. Ou se precisa viver buscando a felicidade, sem saber que, de repente, já a conquistou...

sábado, 11 de julho de 2009

Ordem natural da vida?

Interessante como vivemos!
Interessante como seguimos uma ordem preestabelecida de como devemos viver, até morrer.

Primeiro, vivemos para a fase do "brincar"... É a única coisa com a qual nos importamos e nos dedicamos.
Depois, vem a faze do "aprender", aonde a escola é o que mais nos interessa e nos chateia ao mesmo tempo.
A fase de "amar" é a fase que considero como a melhor de todas. É quando nos permitimos ir mais além. É quando nos permitimos descobrir tudo aquilo que antes nos fazia tremer. É a única fase na vida da gente aonde é possível ser feliz com pouco.
Quando chegamos a fase do "viver", vivemos para trabalhar, para seguir um caminho certeiro, para se preocupar com coisas que envolvem todas as fases anteriores. Vivemos para poder dar vida a novas pessoas.

Acredito que depois de ter brincado, aprendido, amado e vivido, cheguemos a fase mais injusta da vida: a que nos força a nos separar de quem mais amamos.
E era aí que eu queria chegar!

Por que precimos morrer?
Para poder deixar mais espaço no mundo em que vivemos para as pessoas novas que estão a caminho? Para poder fazer as pessoas que ficam ficarem com aquele sentimento de saudade, de vazio, de nostalgia? Morremos porque essa é a ordem natural da vida? Morremos porque Deus quis? Ou porque chegou a hora?

Quando digo "morremos" me refiro não somente a nós, seres humanos. Mas também ao cachorrinho que mesmo latindo desesperadamente durante uma noite fria, sabia nos deixar mais alegre quando nos olhava com aquele "ar de melhor amigo do homem". Me refiro aquele artista que, mesmo sem termos muitas notícias dele (a), nos confortava apenas em saber que estava lá. Me refiro aquela pessoa que um dia pode ter feito a diferença em nossas vidas, e hoje nem tanto. Me refiro ao personagem do nosso livro favorito. Ao parente de um amigo muito querido.

Ás vezes, a vida me parece um pouco injusta. Lutamos tanto para poder conseguir ter alguma coisa, ter alguém e principalmente, ter felicidade, saúde, paz enquanto estamos vivos... E de uma hora para outra, tudo acaba.

Sei que a ordem que citei acima - retirada do belíssimo texto de Charles Dickens "The child's story" - é a ordem natural da vida, é como deve e tem que ser. É para isso que estamos aqui. E, se por acaso, essa ordem é interrompida ou invertida, as coisas podem parecer estranhas demais e, por incrível que pareça, ainda mais injusta.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Comer, rezar, amar

Eu gosto de ler.
Lendo, conseguimos criar mundos próprios, dar vida a pessoas que sequer conhecemos e, ainda, conhecer pessoas que nunca imaginos ser possível conhecer.
Quando começo a ler um livro é como se eu fizesse parte daquele mundo e daquela história. Os personagens se tornam meus amigos e, a vida deles se torna algo importante para mim.
Quando termino de ler um livro e tenho que fechá-lo e guardá-lo juntos aos outros já lido, é como se eu estivesse me despedindo de grandes amigos e de pessoas muito queridas.
Acredito que a magia da leitura está nisso, nesse exato tipo de sentimento.
Hoje, acabei de ler mais um livro, e foi díficil chegar a última frase.

Por se tratar de um livro que narra a aventura vivida por uma mulher comum que, aos 30 anos decide entrar de cabeça em um divórcio e sair em busca de três coisas que considera serem as mais importantes na vida de uma pessoa feliz, foi mais difícil ainda.
Comer, rezar, amar conta a saga de Elizabeth desde o seu difícil divórcio até o encontro que teve com o prazer, a devoção e o equilíbrio.

São quatro meses na Itália e o encontro com o prazer de comer sem culpa. Quatro meses na Índia e o encontro com a devoção, e, principalmente, com Deus. E mais quatro meses na Indonésia e o encontro com o equilíbrio entre prazer e devoção e... Com um amor repentino.

Vale a pena conhecer os caminhos percorridos por essa mulher e o seu enorme desejo de conseguir apenas uma coisa na vida: ser feliz.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Opinião de amigo também conta!

Viva ao nosso Supremo Tribunal Federal: Qualquer um pode ser jornalista!

O grande circo está armado: agora qualquer um pode ser jornalista. Não basta estudar para exercer a profissão que derruba muitos poderes desse país. O necessário hoje é ter capacidade de se expressar, pois é isso o que diz a lei de liberdade e expressão. Vamos bater palmas meu respeitável público, o grande mágico Gilmar Mendes tirou de sua cartola o grande dilema que há muito é discutido: diploma de jornalista não é preciso para exercer a profissão.

Para o público que não conhece os bastidores, há certo tempo a questão da obrigatoriedade do diploma para jornalista é discutida pelos donos desse grande circo chamado Brasil. O Supremo Tribunal Federal analisa a proposta da Setersp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo) de excluir os diplomas das universidades brasileiras, deixando assim, as empresas de comunicação favoráveis a escolherem e moldarem seus profissionais de acordo com os seus trejeitos. Agora, o grande público fica em seus lugares assistindo novos equilibristas e novos cuspidores de fogo jorrando em veículos da imprensa coisas sem um estudo sequer jornalístico ou então uma formação decente. Segundo o mágico Gilmar, uma pessoa pode cozinhar e não precisar ser formada no ensino superior de culinária. Errônea frase e que ofende também nossos amigos gastrônomos, que terão que engolir essa espada a seco.
Agora me pergunto quais serão os critérios usados pelas empresas para a avaliação na contratação de um profissional. O que a Setersp irá colocar como requisitos básicos para ser jornalista? Grandes mágicos cobrindo inocentes elefantes e num passe de magia fazendo com que sejam excluídos do circo. O público assiste novos malabaristas se virando com as notícias para transformar um texto em algo jornalístico. Assiste também aos novos leões sendo domados por crápulas que não pensam no direito animal. Aliás alguns leões bem que gostam de serem domados.

Voltando ao assunto, o público agora ficará mais encantado com as mágicas, pois acreditarão que se um mágico pode fazer aquilo, um boneco de madeira também pode fazer. Porém, a grande diferença entre o mágico e o boneco de madeira é o material. Os mágicos são de carne e osso e o boneco de madeira. Entretanto, alguns mágicos são bem cara de pau. Enquanto isso nos esquecemos dos palhaços. Pobres palhaços que treinaram e treinam durante anos para levar um grande show para a platéia e agora viram seu espaço reduzido a uma caixa de surpresas, onde qualquer um pode ser alegre e levantar risadas das crianças com suas trapalhadas. Agora, qualquer criança pode ser palhaço e espirrar água nas outras crianças. Qualquer criança sem preparação pode colocar um nariz de palhaço e fazer caretas. Qualquer criança sem tino “palhacístico” pode fazer piadas e por sorriso nas faces alheias. Qualquer um pode colocar uma tinta na cara e se declarar palhaço. Mas uma coisa que muitos se esquecem e que muitos nunca esquecerão: para ser palhaço precisa ter talento, estudo e expressão, e não é qualquer um que possui esses elementos correndo nas veias.

Por: Thiago Gomes Rodrigues, 20 anos, estudante de Jornalismo

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ainda vão conseguir o que querem...

Quando ouvia as pessoas dizerem que o Brasil é um país que tem tudo para ser uma potência mundial, um país rico em solos, um país rico em solidariedade e um país que está em constante crescimento, sentia orgulho por fazer parte de tudo isso, orgulho por ser brasileira.
Porém, uma decisão tomada pelas pessoas que se dizem superiores, administradores de nação, homens do poder, ou Supremo Tribunal Federal (STF), me fez sentir vergonha por fazer parte de tudo isso, vergonha por ser brasileira.

O jornalismo é uma profissão que é tida como o quarto poder do mundo, pois, pode através de matérias, reportagens, pesquisas e denúncias, acaba com corrupções e injustiças que são cometidas com o povo. É uma profissão exercida por pessoas que ainda acreditam em um mundo melhor, que lutam por isso. É algo que se faz por paixão, por ter o "bichinho do jornalismo" correndo nas veias.
Para ser jornalista é preciso muito mais que saber escrever, conhecer a norma culta de uma língua ou ter um bom texto. É preciso dedicação, esforço, interesse, entrega total a uma coisa que só se faz porque se acredita que vale a pena lutar por isso.

Quando escolhi estudar jornalismo, escolhi me entregar a coisas que acredito serem possíveis, e, principalmente, porque acredito que eu posso fazer a diferença, ou pelo menos tentar. Escolhi estudar jornalismo não por acreditar ser legal aparecer na televisão quando preciso para poder dar uma notícia, mas por saber que aquela notícia, naquele meio de divulgação, pode mudar a vida de milhares de pessoas para melhor. Escolhi jornalismo porque acredito ser uma forma de deixar o mundo, e, principalmente o meu país, um lugar mais justo para as gerações futuras. Escolhi jornalismo não por achar que escrevo bem ou por gostar de estudar português, mas sim por acreditar que os meus textos, as minhas palavras, as minhas visões sobre determinados assuntos e todo o desgaste que terei para expor algo na mídia, valem a pena.

A não obrigatoriedade do diploma para poder exercer uma profissão como essa implica em muito mais coisa do que apenas não mais infringir (como dizem nossos ministros) a lei de liberdade e expressão, que é um direito de todos. Não se trata de apenas escrever textos e apresentá-los a cargos superiores. É muito mais que isso. É adquirir, durante um curso superior, uma bagagem para que se possa expor e saber discutir sobre diferentes tópicos. São termos, jeitos, maneiras de escapar de uma situação que te coloque em uma "sinuca de bico" que alguém só pode aprender estudando, e muito.
Quem estuda jornalismo porque gosta deve estar no mínimo se sentindo como eu, chateada por saber que qualquer pessoa que escreva bem pode fazer o que eu tanto almejo e me esforço para fazer com maestria um dia.

O Brasil é um país que precisa de jornalistas competentes, capazes e que tenham coragem de "meter a cara" e denunciar tudo que acontece de errado nesse território. O Brasil precisa de pessoas que lutem pelos seus direitos, e, isso inclui, o direito a informação de qualidade. O Brasil precisa de pessoas que saibam o que acontece nos seus bastidores, para que só assim, consiga ser um país que apenas irá progredir com o tempo, e não se tornar alvo de crapúlas que acreditam que banindo a informação e a transformando em um poço de lixo produzido por pessoas sem estudos irão conseguir dominar não só o país, mas a sociedade num todo.