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terça-feira, 13 de abril de 2010

O início, o meio, o fim e o recomeço...

Só de ouvir o som da palavra início o coração já começa a bater mais acelerado, as pernas tremem e os braços parecem não responder aos estímulos que enviamos ao cérebro; a sensação é de um perfeito idiota tentando controlar um simples movimento, mesmo que seja um sorriso tímido. Diante da situação, o único jeito de saber se será bom ou ruim é seguindo em frente.

Passa um tempo e tudo parece se encaixar, o corpo volta a responder àqueles estímulos e surge a confiança para aproveitar o que a situação tem a oferecer, em seus altos e baixos. Quando isto ocorre quer dizer que se chegou ao meio, aquele ponto no qual nem tudo se realizou ou se mostrou em sua totalidade ou com toda a intensidade. É a fase da descoberta, dos pés firmes no chão.

Este momento, situado aproximadamente à mesma distância do começo e do final, é que esconde a questão mais perigosa: decidir adotar permanentemente o estável ou voltar à etapa do primeiro parágrafo. Caso a segunda opção seja a desejada, inicia-se então a caminhada ao ponto extremo.

O fim gera desconforto e é resultado do esgotamento e do encerramento daquilo que não serve mais para alguém. Mesmo que não haja mais motivos para prosseguir, mesmo que o ideal pareça ser o meio, o fim é inevitável e insensível. É a resposta real ao que parece ser incorreto e injusto, o melhor para um e o pior ao outro.

Doloroso e difícil de aceitar, o fim é caminho mais triste ao renascimento. O único que consegue ensinar o quão importante é a emoção do recomeço.

*Texto de Gabriela Angeli, postado no blog http://www.agoraeujafalei.blogspot.com* 

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quando algo se concretiza

Era uma quinta-feira à noite e, por volta das 22hs, comecei a me perguntar desde quando aquela gente toda estava lá.

Eram várias pessoas. Todas juntas, supostamente alinhadas uma em frente à outra. As idades? Se misturavam. As vozes e as conversas? Também. Era possível encontrar crianças, meninos, meninas, jovens e, até mesmo, homens e mulheres. Comidas e bebidas - de todos os tipos e para todos os gostos - eram facilmente encontradas em meio àquela multidão.

Apenas uma coisa era visivilmente igual em todas as pessoas: a ansiedade. Quando o grande momento finalmente chegou, gritos, palmas e discussões compravaram o que todo mundo já sabia: era a grande hora.

O sentimento que até então acompanhou todos - a ansiedade - deu lugar a um novo sentimento: a emoção.

A cada momento que se passou, era como se um balde cheio de paixão, orgulho, desejo e alegria fosse derramado sobre todos. Duas horas se passaram entre toda essa mistura de sentimentos.

E, com certeza, só quem estava presente pode descrever como foi.

Somente quem gosta, quem se interessa cada vez mais, quem ama a cada dia mais e mais, sabe como é assisitir ao seu sonho estreiando em uma grande tela de cinema.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ainda vão conseguir o que querem...

Quando ouvia as pessoas dizerem que o Brasil é um país que tem tudo para ser uma potência mundial, um país rico em solos, um país rico em solidariedade e um país que está em constante crescimento, sentia orgulho por fazer parte de tudo isso, orgulho por ser brasileira.
Porém, uma decisão tomada pelas pessoas que se dizem superiores, administradores de nação, homens do poder, ou Supremo Tribunal Federal (STF), me fez sentir vergonha por fazer parte de tudo isso, vergonha por ser brasileira.

O jornalismo é uma profissão que é tida como o quarto poder do mundo, pois, pode através de matérias, reportagens, pesquisas e denúncias, acaba com corrupções e injustiças que são cometidas com o povo. É uma profissão exercida por pessoas que ainda acreditam em um mundo melhor, que lutam por isso. É algo que se faz por paixão, por ter o "bichinho do jornalismo" correndo nas veias.
Para ser jornalista é preciso muito mais que saber escrever, conhecer a norma culta de uma língua ou ter um bom texto. É preciso dedicação, esforço, interesse, entrega total a uma coisa que só se faz porque se acredita que vale a pena lutar por isso.

Quando escolhi estudar jornalismo, escolhi me entregar a coisas que acredito serem possíveis, e, principalmente, porque acredito que eu posso fazer a diferença, ou pelo menos tentar. Escolhi estudar jornalismo não por acreditar ser legal aparecer na televisão quando preciso para poder dar uma notícia, mas por saber que aquela notícia, naquele meio de divulgação, pode mudar a vida de milhares de pessoas para melhor. Escolhi jornalismo porque acredito ser uma forma de deixar o mundo, e, principalmente o meu país, um lugar mais justo para as gerações futuras. Escolhi jornalismo não por achar que escrevo bem ou por gostar de estudar português, mas sim por acreditar que os meus textos, as minhas palavras, as minhas visões sobre determinados assuntos e todo o desgaste que terei para expor algo na mídia, valem a pena.

A não obrigatoriedade do diploma para poder exercer uma profissão como essa implica em muito mais coisa do que apenas não mais infringir (como dizem nossos ministros) a lei de liberdade e expressão, que é um direito de todos. Não se trata de apenas escrever textos e apresentá-los a cargos superiores. É muito mais que isso. É adquirir, durante um curso superior, uma bagagem para que se possa expor e saber discutir sobre diferentes tópicos. São termos, jeitos, maneiras de escapar de uma situação que te coloque em uma "sinuca de bico" que alguém só pode aprender estudando, e muito.
Quem estuda jornalismo porque gosta deve estar no mínimo se sentindo como eu, chateada por saber que qualquer pessoa que escreva bem pode fazer o que eu tanto almejo e me esforço para fazer com maestria um dia.

O Brasil é um país que precisa de jornalistas competentes, capazes e que tenham coragem de "meter a cara" e denunciar tudo que acontece de errado nesse território. O Brasil precisa de pessoas que lutem pelos seus direitos, e, isso inclui, o direito a informação de qualidade. O Brasil precisa de pessoas que saibam o que acontece nos seus bastidores, para que só assim, consiga ser um país que apenas irá progredir com o tempo, e não se tornar alvo de crapúlas que acreditam que banindo a informação e a transformando em um poço de lixo produzido por pessoas sem estudos irão conseguir dominar não só o país, mas a sociedade num todo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O peso das coisas ...

Dizem que precisamos ter cautela ao tomar as decisões na vida ...da vida. Mas, cautela para quê, se toda decisão é arriscada, cheia de incerteza, carregada de receio?

Quando precisamos tomar uma decisão importante, é sinal de que algo chegou no limite. É sinal de que alguma coisa precisa mudar por qualquer motivo que seja. E mudança é outra coisa que traz com ela muito medo de errar também.
Por outro lado, podemos enxergar uma decisão como algo renovador, e, renovar é sempre bom!
A decisão pode ser encarada como uma coisa que é preciso acontecer para sabermos como será. É como aquele papo de "é melhor fazer e se arrepender do que não fazer e se arrepender por não ter feito" ...

Agora, exigir que alguém tenha cautela na hora de tomar uma decisão, é exigir demais!
Cautela significa cuidado, prevenção ...mas como é possível termos cuidado com algo que não conhecemos? Como é possível nos previnir de uma coisa que não sabemos como irá ser.
A verdade é que ter cautela ao tomar qualquer decisão é a mesma coisa de atirar no escuro e querer acertar a um alvo.

O segredo está no planejamento de tudo.
O que conta mesmo, é levarmos em conta todas as possibilidades - boas e ruins - sobre o que pode acontecer depois que a decisão for tomada. É se programar para o pior, mesmo esperando o melhor. É saber encarar o "depois".

Você já teve que tomar uma decisão importante na vida?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Até aonde vai o poder da imaginação

Não tem nada melhor do que ficar de bobeira fazendo nada em casa, tem?
Nada melhor do que acordar na hora em que se quer e sem pressa, colocar uma roupa qualquer. Comer porcaria, deitar no sofá e procurar alguma coisa legal para assistir. Ou ainda, se fechar em um mundo só seu junto com aquele livro que você tanto gosta de ler e não quer que tenha fim nunca. Mas, o fim do livro é inevitável e quando você se aproxima dele sente até vontade de fechá-lo e ler mais tarde, mas ainda assim, a vontade de saber o que vai acontecer, não passa.

Tudo bem. A decisão que você toma é a de ler o livro até o final e encarar que isso tem que acontecer. Conforme as últimas páginas vão passando pelas suas mãos, é como se o seu coração fosse batendo cada vez mais rápido, mais ansioso, mais atento a tudo que os seus olhos estão lendo. A história sempre fica mais completa quando isso acontece, e, de repente, é como se tudo que você leu nas últimas tantas páginas, fizessem cada vez mais sentido, cada vez mais se encaixassem com o que está por vir no fim. Quando você menos espera, termina o capítulo, o último capítulo, e custa a acreditar que acabou. Lê de novo as últimas linhas, para poder ter a certeza de como foi o fim da história. E chega o momento em que a tal "depressão pós fim de livro" bate forte dentro de você, da sua cabeça, de toda a história que te acompanhou nos últimos dias. É como se todos os personagens que você conheceu, que de algum modo, fizeram parte do seu cotidiano, tivessem partido.

Você leva um certo tempo para poder absorver o fim do livro. Mas absorve. E absorve também, a ótima idéia, a sensação de quero mais, e o alívio de saber que a história, ainda não acabou ...pois o poder da imaginação, nos leva até os personagens, nos leva até aonde queremos ir com a história, até aonde queremos que ela vá, que ela seja, que ela termine.

domingo, 30 de novembro de 2008

O peso de uma palavra

Saudade: palavra que só existe na língua portuguesa. Expressa o pior sentimento do mundo, o sentimento da falta de alguém ou de alguma coisa. Palavra que traz com ela todo o peso de um vazio imenso, de uma melancolia sem fim.

É verdade que com toda a vida que temos no século XXI, às vezes, nem sobra tempo para sentirmos saudade. Mas, é só tocar no rádio aquela música, passar na televisão aquele filme, para a lembrança daquela pessoa, daquele momento, daquela viagem vir à tona.

Conviver com a saudade não é uma tarefa fácil a ser cumprida. É como se faltasse alguma coisa mesmo quando tudo está indo de bom a melhor. É como se uma vontade de não estar vivendo esse presente e querer repetir aquele passado invadisse você cada vez que a lembrança vem à tona. É como se você nunca estivesse completo.

O único jeito é parar pra que a saudade possa passar nos momentos em que ela atinge o seu ápice.