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sábado, 11 de julho de 2009

Ordem natural da vida?

Interessante como vivemos!
Interessante como seguimos uma ordem preestabelecida de como devemos viver, até morrer.

Primeiro, vivemos para a fase do "brincar"... É a única coisa com a qual nos importamos e nos dedicamos.
Depois, vem a faze do "aprender", aonde a escola é o que mais nos interessa e nos chateia ao mesmo tempo.
A fase de "amar" é a fase que considero como a melhor de todas. É quando nos permitimos ir mais além. É quando nos permitimos descobrir tudo aquilo que antes nos fazia tremer. É a única fase na vida da gente aonde é possível ser feliz com pouco.
Quando chegamos a fase do "viver", vivemos para trabalhar, para seguir um caminho certeiro, para se preocupar com coisas que envolvem todas as fases anteriores. Vivemos para poder dar vida a novas pessoas.

Acredito que depois de ter brincado, aprendido, amado e vivido, cheguemos a fase mais injusta da vida: a que nos força a nos separar de quem mais amamos.
E era aí que eu queria chegar!

Por que precimos morrer?
Para poder deixar mais espaço no mundo em que vivemos para as pessoas novas que estão a caminho? Para poder fazer as pessoas que ficam ficarem com aquele sentimento de saudade, de vazio, de nostalgia? Morremos porque essa é a ordem natural da vida? Morremos porque Deus quis? Ou porque chegou a hora?

Quando digo "morremos" me refiro não somente a nós, seres humanos. Mas também ao cachorrinho que mesmo latindo desesperadamente durante uma noite fria, sabia nos deixar mais alegre quando nos olhava com aquele "ar de melhor amigo do homem". Me refiro aquele artista que, mesmo sem termos muitas notícias dele (a), nos confortava apenas em saber que estava lá. Me refiro aquela pessoa que um dia pode ter feito a diferença em nossas vidas, e hoje nem tanto. Me refiro ao personagem do nosso livro favorito. Ao parente de um amigo muito querido.

Ás vezes, a vida me parece um pouco injusta. Lutamos tanto para poder conseguir ter alguma coisa, ter alguém e principalmente, ter felicidade, saúde, paz enquanto estamos vivos... E de uma hora para outra, tudo acaba.

Sei que a ordem que citei acima - retirada do belíssimo texto de Charles Dickens "The child's story" - é a ordem natural da vida, é como deve e tem que ser. É para isso que estamos aqui. E, se por acaso, essa ordem é interrompida ou invertida, as coisas podem parecer estranhas demais e, por incrível que pareça, ainda mais injusta.

domingo, 15 de março de 2009

Pequenas notáveis

De acordo com uma crença popular, borboleta quando voa perto de alguém, é sinal de surpresa para aquela pessoa. Estudando um pouco mais sobre a vida das borboletas e o seu ciclo de vida completo, podemos dizer que esta crença faz sentido, uma vez que, a própria borboleta é uma surpresa, pois ela vem de crisálidas impossíveis de descobrir o que sairá de lá de dentro.

Muitas borboletas são confundidas com mariposas, mas, alguns aspectos as diferenciam muito, como por exemplo, o fato de as borboletas repousarem com as asas dispostas para cima enquanto que as mariposas fazem o mesmo com as asas coladas ao corpo. Ou até mesmo, o simples fato de as borboletas possuírem hábitos diurnos e as mariposas, noturnos.

O ciclo de vida de uma borboleta é até hoje um dos fenômenos da natureza mais estudados no mundo todo, pois é uma transformação profunda que exige muito cuidado e precisão na hora das escolhas.

Uma vez que a borboleta ao se preparar para desovar os seus ovos – após o acasalamento que dura cerca de uma hora – precisa usar a sensibilidade de suas patas para sentir o sabor das folhas que farão parte do cardápio exclusivo das futuras larvas, pode-se afirmar que uma borboleta por si só, já é mais do que delicada e sensível como os olhos da maioria das pessoas observam, ela também conta com um critério de escolha muito meticuloso.

O inseto conhecido popularmente como larva, é o estágio seguinte do processo do ciclo da transformação de uma borboleta. Ao estar preparada para deixar o ovo em que se encontra desde o momento da fecundação, a larva come a casca do mesmo, para que assim possa preparar uma espécie de “novo ninho” em alguma folha e começar a comer a parte vegetal do lugar onde está instalada. É assim a vida do lepidóptero (borboleta) na sua forma larval, ela se alimenta durante todo o dia – ou noite – uma vez que precisa criar uma espécie de abastecimento para a sua próxima forma de vida, a crisálida.

O chamado casulo nada mais é do que o lugar onde se encontra a borboleta na sua mais profunda fase de metamorfose. É dentro desta “capa protetora” feita de fios de seda que ela passa de uma larva para uma borboleta adulta.

Já na sua fase adulta – após quebrar o casulo em que se encontrava e aguardar cerca de horas para poder adequar as suas asas ao voo – a borboleta já é alvo de espécies de machos que estão a procura de uma fêmea para o acasalamento, e aí, todo o ciclo é repetido.
O Brasil, por ser um país grande e tropical, abriga uma variedade de borboletas muito grande. Entre elas, podemos citar:


Hesperiídeos Licenídeos Nimphalídeos Papillionídeos Pierídeos

São mais de 24.000 espécies de borboletas existentes no mundo todo. Das menores para as maiores, das mais coloridas para as menos vistosas. Porém, o uso de pesticidas, inseticidas e fertilizantes na agricultura, está contribuindo para o desaparecimento de tais espécies, sem contar as inúmeras que ainda nem foram descobertas, e talvez, nem serão.

As asas de uma borboleta são constituídas somente de escamas, que, ao serem tocadas, se desfazem em forma de pó. Com isso, pode-se condenar uma borboleta a não mais voar, sem conseguir assim, cumprir o seu ciclo de vida vital.

A imagem que temos de uma borboleta ser um inseto extremamente delicado, é a mais pura verdade. Afinal, quem é que não abre um sorriso ao se deparar com um jardim repleto de seres voadores e coloridos?

Por serem seres pequenos e, que para a maioria das pessoas, só dão mais beleza para os demais objetos ou lugares, é preciso saber que elas são seres bioindicadores, e contribuem para que a vida no planeta seja sempre mais saudável.

Por isso dizem “... que algo tão pequeno como o bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo”.

domingo, 1 de março de 2009

Como saber?

Eu me lembro como se fosse ontem, quando aquele homem alto, com barba preta, uns 30 anos de idade e aparência tristonha entrou na sala da minha casa alegando ser o dono da caixinha cheia de dinheiro que encontrei há poucos dias na esquina de uma rua vazia, enquanto caminhava em direção ao trabalho.

Ele me disse que viera de um lugar pobre, aonde os insetos faziam sempre as honras da casa e as pessoas, eram ingênuas de um jeito raro de se encontrar hoje em dia.
Me disse também, que sua mãe precisava de dinheiro para poder mudar todas as coisas ruins que predominavam na vida dela, sem citar quais coisas eram essas. Sua família era miserável, ignorante e também vivia naquele lugar, de onde ele viera.

Ele alegou ser iletrado, incapaz de assinar sequer o seu próprio nome... Mas não me disse sobre a origem daquele tanto de dinheiro que encontrei na caixinha.

Enquanto conversávamos, eu me indagava como tal homem, supostamente pobre e analfabeto, conseguiu aquele tanto de dinheiro. Era impossível que fosse trabalhando, pois, qualquer trabalho que ele fosse capaz de fazer, não seria capaz de gerar tanta verba. Mesmo que ele trabalhasse desde os 18 anos sem gastar um real durante todos os meses, não iria conseguir tudo aquilo.

O fato de aquele dinheiro ser guardado em uma caixinha tão simplória e sem cuidado nenhum em relação a segurança do dinheiro, não me surpreendeu, agora que estava praticamente convencida de que aquele, era o dono da tal caixinha.

Após fazer várias perguntas para ter certeza de que ele era mesmo o dono do dinheiro - e ele ter respondido à todas as perguntas sem pensar e corretamente - chegamos a pergunta fatal: "qual é mesmo o seu nome?", perguntei, antes de me levantar para buscar a caixinha e entregá-la ao dono que definitivamente havia me convencido.

Foi quando a minha vista escureceu.