segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Criar ou não criar eventos “ecologicamente corretos” para se destacar no mercado?

Assunto muito discutido nos dias de hoje, a preocupação com o meio-ambiente já chegou nos eventos produzidos por diversas empresas. Mas, a dúvida em produzir um evento com essa preocupação em mente ainda é grande, pois tal ideia já caiu no gosto de quem os produz. A seguir, um texto que escrevi sobre isso para um guia ambiental.

Século XXI. Época da modernização de todas as coisas, tempo da digitalização, era dos robôs. A globalização é geral e total no mundo inteiro, até nos países menos favorecidos. Todo e qualquer ser humano quer viver em meio à comodidade, e, é nesse ponto que entra a questão do meio-ambiente e até quando ele suportará tanto desgaste.

Produzir sacolas retornáveis, sandálias de pneu reciclado ou agendas de papel reciclado são algumas medidas que, para as pessoas que aderem a essa “moda”, já estão fazendo a sua parte. Mas esquecem de em uma festa de aniversário, utilizar o mesmo copo plástico do começo ao fim da mesma.

Eventos que são adequados ao conceito de “ecologicamente corretos” são promovidos, com cada vez mais frequência, por todos os tipos de empresas, das menores até as mais graúdas. Porém, tais eventos são vistos, muitas vezes, como iguais, uma vez que tem o mesmo foco.

É preciso buscar inovação sempre, a cada novo evento produzido, realizado. Ingredientes que deixem o evento diferente dos demais, como, por exemplo, servir comidas que sejam “ecologicamente corretas”, e não apenas utilizar materiais que deixem o ambiente do evento com jeito de “ecologicamente correto”.

Os dirigentes dos maiores países do mundo se reuniram em busca de respostas para poder amenizar – ou talvez abolir – os danos causados pela globalização ao meio-ambiente, e nem mesmo eles foram capazes de conseguir chegar a um acordo. Então, embora tais eventos sejam promovidos com maior frequência cada vez mais, ainda assim, são um destaque no mercado de hoje em dia.

As empresas que buscam fazer com que seus clientes sintam que estão ajudando o meio-ambiente a melhorar são empresas que, com um simples toque de conscientização – seja por emitir boletos bancários em papel reciclado ou ter uma lixeira para cada tipo de lixo, conseguem alcançar o seu objetivo.

Não é apenas promover eventos “ecologicamente corretos”, é isso e mais. É fazer um trabalho diário e contínuo, sempre em cima e sobre o mesmo assunto. É ter a consciência de que é preciso viver em prol da melhoria do que está estragado, e mais, é viver passando para o maior número de pessoas possíveis a ideia de que o momento de começar a fazer alguma coisa, de cada um fazer a sua parte, é agora.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pôr no orkut

É engraçado a importância que todo mundo hoje em dia dá às coisas mais banais. Quer dizer, eu não conheço ninguém que vá à uma festa, um barzinho, um restaurante, um parque, ou até mesmo, à um shopping e, não tire uma foto sequer para "pôr no orkut".

Eu consigo acompanhar a vida de muita gente através da minha página no orkut. Posso ver quem casou, quem começou a namorar, quem engravidou, quem terminou um namoro, quem passou no vestibular de uma faculdade renomada, quem tirou carta, quem fez uma tatuagem nova, quem cortou o cabelo, quem alisou o cabelo, quem pintou o cabelo... Posso até saber quando alguém vai viajar, já viajou e como foi a viagem. Consigo tudo isso apenas com uns três ou quatro cliks no mouse do meu computador.

A privacidade de cada indíviduo já não existe mais. Afinal, a cada dia nos deparamos com "novos orkuts", como twitter, myspace, facebook, badoo, etc. São tantos que eu já nem sei mais o que é novo e o que não é. Tem até gente que usa o blog como uma espécie de diário. Confesso que sou adpeta apenas ao orkut pois, para mim, é o suficiente para conseguir saber muita coisa sobre a vida de muita gente.

Como li hoje no blog de um grande amigo, Thiago Gomes Rodrigues (http://www.falonadasoobservo.blogspot.com): "Isso ocorre desde o início dos anos 2000, quando a febre de exposição da vida alheia tomou conta do mundo. Bisbilhotar o que o outro faz, comentar da vida alheia, acompanhar os passos de outro ser humano e viver em torno disso virou um hobby para os brasileiros. Desculpe, errei. Não se tornou um hobby, e sim um hábito." Nesse texto, ele falava sobre a febre que é o Big Brother. Eu sinceramente acredito que esse "hábito" que o povo brasileiro tem de bisbilhotar a vida alheia, nasceu junto com esse programa da Rede Globo.

Em um país aonde políticos roubam descaradamente, cidadãos traficam desde armas até pessoas na frente de todo mundo e ninguém nunca faz nada para acabar com toda essa podridão que existe por aqui, não é de surpreender que a fofoca sobre quem casou e quem deixou de casar seja o assunto predileto da maioria das pessoas.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano novo

É tempo de reflexão.
É tempo de planejamento.

É hora de ficar com quem mais se gosta.

É tempo de paz.
É tempo de amor.

É a hora do perdão.

É tempo de emoção.
É tempo de descanso.

É hora de fazer o que se quer.

É tempo de festa.
É tempo de renovação.

É hora de pesar na balança o que mais importa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Cabana - Projeto Missy

Com mais de dois milhões de cópias vendidas, o livro A Cabana, de William P. Young, publicado originalmente em 2007 e, no Brasil, em 2008, conta a história de Missy, uma garotinha que é sequestrada e nunca mais encontrada por nenhuma autoridade local. Seu pai, Mackenzie Allen Phillips - Mack - passa três anos mergulhado em uma dor sem fim, ou na Grande Tristeza, como é colocado no livro.

Quando o questionamento de Mack em relação à existência de um Deus bondoso que permite que uma barbaridade como esta aconteça à uma garota de menos de 10 anos de idade chega ao seu limite, Mack recebe um bilhete. Um tanto quanto suspeito, esse bilhete muda a vida deste homem para sempre.

Cheio de dúvidas em relação ao autor do bilhete, Mack resolve ir até o lugar aonde a última prova do provável assassinato de Missy foi encontrada - uma Cabana abandonada. Nessa Cabana, Mack passa por uma experiência com Deus e duração de três dias que anda mudando a vida de todas as pessoas que leem sobre ela.

O meu propósito com esse post não é contar o que acontece durante a estadia de Mack na Cabana com Deus, mas contar como ler essa história pode mexer com as crenças e as opiniões de muita gente.

O Projeto Missy não é apenas um título que criei, é algo que pretende utilizar de tudo o que for preciso para propagar a mensagem desse livro que já atingiu milhares de pessoas: Deus não é o responsável por tudo de ruim que acontece em nossas vidas, mas com certeza, é o responsável por tudo de maravilhoso que acontece a partir das coisas ruins.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quando algo se concretiza

Era uma quinta-feira à noite e, por volta das 22hs, comecei a me perguntar desde quando aquela gente toda estava lá.

Eram várias pessoas. Todas juntas, supostamente alinhadas uma em frente à outra. As idades? Se misturavam. As vozes e as conversas? Também. Era possível encontrar crianças, meninos, meninas, jovens e, até mesmo, homens e mulheres. Comidas e bebidas - de todos os tipos e para todos os gostos - eram facilmente encontradas em meio àquela multidão.

Apenas uma coisa era visivilmente igual em todas as pessoas: a ansiedade. Quando o grande momento finalmente chegou, gritos, palmas e discussões compravaram o que todo mundo já sabia: era a grande hora.

O sentimento que até então acompanhou todos - a ansiedade - deu lugar a um novo sentimento: a emoção.

A cada momento que se passou, era como se um balde cheio de paixão, orgulho, desejo e alegria fosse derramado sobre todos. Duas horas se passaram entre toda essa mistura de sentimentos.

E, com certeza, só quem estava presente pode descrever como foi.

Somente quem gosta, quem se interessa cada vez mais, quem ama a cada dia mais e mais, sabe como é assisitir ao seu sonho estreiando em uma grande tela de cinema.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ensaio sobre a cegueira

No último sábado, antes de sair de casa para passar o fim de semana em outra cidade, esqueci a minha bolsa no meu quarto e, junto com ela, o que precisava para ir ao cinema assistir ao tão comentado "2012". Então, com essa opção descartada, o programa de sábado a noite foi alugar a um filme e assistir em casa mesmo.

Na locadora: a indecisão, que filme levar?
Depois de 'pular' de comédia para romance para comédia romântica para documentário, acabei com um filme que foi muito comentado logo que estreou: Ensaio sobre a cegueira - livro do português José Saramago que virou filme no segundo semestre de 2008.
A moça que trabalha na locadora me viu lendo a sinopse do filme e decidiu dar a sua opinião sobre ele, disse "Esse filme é bom, é pesado, muito forte, mas é bom". A minha reação foi dizer "É mesmo? Todo mundo fala sobre esse ele", mas nunca ninguém havia me falado o que realmente era mostrado nele. Logo, pensei 'O que de tão pesado e forte pode ter esse filme?'. Decidi alugar e tirar essa dúvida da cabeça.

O filme começou e eu reparei que conhecia parcialmente o lugar aonde a história se passava, mas nem me toquei que se tratava do meu próprio Estado.
Achei bacana ver o moço do "De repente 30" atuando em um filme sério e interessante, e, logo de cara, percebi que a garota dos óculos escuros era brasileira, afinal, reconhecemos nossa raça em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

Comecei a me emocionar profundamente quando o menino do filme, a única criança que aparece constantemente, diz algo tocante. E a mistura de setimentos como raiva, angústia, compaixão, tristeza e desespero só aumentou depois disso.

Ensaio sobre a cegueira se trata de um filme - bem, primeiro foi o livro, mas não tive a oportunidade de lê-lo e nem sei se vou fazer isso agora, depois de ver o filme e de ficar tão pensativa em relação a ele - dirigido pelo mesmo homem que dirigiu Cidade de Deus. Só por essa informação, podemos imaginar que não é um filme qualquer e, muito menos, um filme que não mexa com o psicológico das pessoas.

Quem leu o livro afirma que o filme foi fielmente retratado nas telas dos cinemas, até mesmo quem escreveu o livro afirma isso.

Eu, como telespectadora, afirmo que é um filme pesado, tocante, poderoso e intrigante e que, com certeza, faz com que quem o assista mude a sua visão do mundo.

'E se fosse eu?' é o meu único pensamento desde sábado a noite.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Novembrite

Esses dias, ouvi de uma professora, que no mês de novembro, todo mundo começa a sofrer de "novembrite". Uma doença que ataca professores, alunos, pais, namorados, amigos, irmãos... Enfim, uma doença que ataca todo mundo, pois é nessa época que começamos a fazer o balanço do ano que passou e a pensar no que faremos no ano que está para chegar.

Novembro é mês de fechamento de todas as pendências, para que possamos começar um ano novo sem nenhuma preocupação velha. É mês de comerçar a fazer as compras de natal, sejam elas para as pessoas queridas ou, simplesmente, para nós.

O meu balanço já foi feito. Conheci pessoas novas, adquiri novos conceitos e comecei a acreditar mais do que já acreditava que dinheiro não é tudo na vida de alguém.

E é bem no mês de novembro que completo um ano de blog. Um ano publicando textos que vieram à minha cabeça e me fizeram ficar inspirada o suficiente para arriscar uma coisinha aqui, outra ali. Um ano publicando alguns trabalho feitos para a faculdade de jornalismo que estou cursando. Um ano a mais de experiência.

E você? Já fez o balanço do seu ano?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...

Dias cinzentos nunca foram os meus preferidos. Dias cinzentos representam incerteza, se fará sol ou choverá. Dias cinzentos representam medo, da chuva forte ou do calor incessante que virá depois que o dia cinzento acabar. Dias cinzentos representam angústia, por causa da incerteza. Dias cinzentos representam tristeza, por ver o céu que é tão bonito quando azul, cinza... Uma cor que não é nem preto, nem branco e sim, um meio-termo, voltando a incerteza que nos leva a angústia.

Dias cinzentos são necessários, apesar de tudo. São necessários para que os dias claros possam voltar, necessários para que os dias claros possam se firmar mais uma vez em seu devido lugar. Dias cinzentos são necessários para que possamos lembrar que nem tudo na vida é sol, calor, gostoso de viver. Dias cinzentos são necessários para que possamos lembrar que "o sol vai voltar amanhã".

domingo, 13 de setembro de 2009

House of night 1

Após o sucesso que a saga Crepúsculo fez, uma nova série relacionada à questão “vampiros / humanos” está conquistando o Brasil. O primeiro livro da saga Marcada já é sucesso de vendas no país e febre no mundo.

A série de Marcada é composta por nove livros ao todo, porém, até agora, apenas cinco livros (Marked, Betrayed, Chosen, Untamed e Hunted) foram publicados em seu país de origem, os EUA. O sexto livro (Tempted) tem data de publicação prevista para o final do mês de Outubro nos EUA.

No Brasil, apenas os dois primeiros livros foram traduzidos para o português: Marcada e Traída, o último, recentemente chegado às prateleiras das livrarias do país.

Por se tratar de uma série que conta a história de vampiros e humanos, a questão de ser uma cópia da série Crepúsculo é muito discutida em blogs, sites e comunidades da internet.
Mas, segundo a aluna de Jornalismo, Lindsen Godoy, que está concluindo a leitura do primeiro livro da série, se trata de uma história completamente diferente da história da saga de Crepúsculo. Marcada conta como a vida de adolescentes que são “marcados” para se tornarem vampiros muda a partir do momento em que eles precisam se acostumar a essa nova situação. “Essa série é mais intensa em relação a como as pessoas que viram vampiros se comportam. Ela consegue fazer com que uma ficção gigante penetre na vida dos leitores”, afirma.

Para os interessados em conhecer essa nova série que promete virar febre no país, basta acessar o site
http://www.houseofnightseries.com/ e conferir o que ela tem a oferecer de diferente e novo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Isso vem de longe...

O Brasil sempre foi um palco de escândalos políticos. Olhando no passado, podemos concluir que já se foram uma época de ditadura militar, um Presidente suicida, um Presidente futurista, um homem com dinheiro na sua roupa íntima, etc. Enfim, olhando no passado do Brasil, podemos concluir que faz parte da história do país ter sempre algum escândalo político acontecendo.

Quando pensamos em como a política brasileira e os seus políticos se encontram hoje em dia, a vontade que temos, como povo, como cidadãos, é de jogar tudo para o alto, mudar de país, não acreditar mais no futuro promissor que o Brasil tem já faz alguns anos, e ser feliz sem pensar nas cifras inacabáveis que são desviadas todos os meses pelos governantes do país e que saem do nosso bolso.

Não sei dizer ao certo se são os políticos que andam mais corruptos ou se é a informação e os meios que existem para fazer com que ela se alastre por todo o território do país que anda melhor. Só posso afirmar que saber de tudo o que acontece no Palácio do Planalto e ficar quieto, sem fazer nada para mudar isso tudo, não está certo.

A crise no Senado brasileiro só serve para comprovar isso. Enquanto o povo se choca a cada dia mais com novas denúncias, com novos casos de uso de dinheiro público para a mordomia de uma minoria hipócrita e sem caráter, essa mesma minoria hipócrita e sem caráter continua no poder, “fazendo a festa”.

José Sarney acusa o jornal de perseguição. O jornal acusa José Sarney por estar sofrendo ditadura em pleno século XXI: fosse roubar dos pobres para dar aos ricos em tempos aonde a informação era regalia de poucos.

Não é mais possível fazer coisa errada quando mais de 180 milhões de pares de olhos estão atentos aos telejornais, jornais impressos, revistas, sites, blogs, etc.

Em casos como este, não existe sensacionalismo por parte da imprensa, o que existe é uma falsidade sem limite e sem fim por parte dos governantes do país para com os responsáveis por estarem onde estão.